sábado, 16 de outubro de 2010

O que é a filosofia?

Sempre que se pede a definição de filosofia é difícil responder. Por isso mesmo, quando me perguntaram o que era a Filosofia eu respondi com alguma dificuldade. E passou-se assim o meu diálogo:

Amigo . O que é isso da Filosofia?

Eu . Bem… a Filosofia é algo muito difícil de explicar. Ela engloba todas as áreas do saber. Quem a definiu foi Pitágoras.
Filosofia vem do grego: "philos" + "sophia". Philos é amigo e Sophia sabedoria. Filosofia é amor, amizade e esse tipo de proximidade da Filosofia e é aqui que fazemos a distinção entre o Filósofo e o sábio.
Para o Sábio a sabedoria é uma posse. O Sábio é presunçoso e pensando que sabe tudo, não sabe nada. Na ilusão do conhecimento que pensa possuir, acredita nas verdades incontestáveis e nos dogmas. Na altura da Antiga Grécia, eram os Sofistas. Os Sofistas que podemos comparar aos Sábios eram personagens que recebiam dinheiro em troca da sua tão dita Sabedoria. Andavam por Atenas e faziam aparições em público para atrair estudantes, discípulos aos quais cobravam taxas para os ensinar. A sua "arte", o que ensinavam eram maneiras de melhorar o discurso e estratégias de argumentações. Ensinavam a retórica. Falaciosos é a palavra para os descrever verdadeiramente.
O Filósofo é aquele que é verdadeiramente amigo da Filosofia. Não a pensa nem a entende possuir. Uma das suas características é a douta ignorância. É humilde. Ele sabe que o é considerado verdade hoje, agora, não será necessariamente verdade amanhã. Não acredita na verdade incontestável nem é presunçoso. Usa a crítica e a dúvida que são outras das coisas também muito importantes na Filosofia. O Filósofo espanta-se e questiona-se acerca das coisas comuns e mais básicas e não só das ideias complexas. 
Segundo Aristóteles, o que levou o Homem filosofar foi o espanto perante as coisas. Um dos melhores exemplos desse espanto no Homem são as crianças. São aqueles seres que se espantam a descobrir as coisas. E elas que nem sabem o poder que têm e que falta a muitos e é desprezado por muitos outros.
A Fecundidade da dúvida é outra das coisas muito importante na Filosofia. Ela não nos dá a resposta a todas as perguntas às quais procuramos respostas. Ela dá-nos outra coisa muito importante, que é um dos frutos da Filosofia ser subjectiva, ela dá-nos pontos de vista, panorama, perspectiva. Ela ensina-nos a ver verdadeiramente as coisas. Na Filosofia, a dúvida é fecunda porque a resposta incluirá, certamente, outra dúvida.
Como na teoria de Platão:
O mundo inteligível vs O mundo sensível. Os sentidos são enganosos e não transparecem a verdade. Através da Filosofia compreendemos isso. E segundo Platão nos diz, temos de decompôr o que vemos e sentimos e racionalizar.
Resumidamente… é isto a Filosofia.

Amigo . O que tu fizeste não foi resumo nenhum.

Resposta à pergunta 4.1 da pag. 51 do manual "o que diria a um amigoque lhe perguntasse o que é a filosofia?"

Amigo- O que é a filosofia?
Eu- A filosofia é o amor à sabedoria é a procura da razão da relva crescer e ao mesmo tempo é a procura da razão de tu pensares e um animal não. É a procura do saber mas ser humilde e saber que nunca o encontrare-mos de verdade mas continuamos a procurar por causa deste grande amor que por ela temos.
Ou seja é uma materia que engloba todas as areas do saber e quem a estuda procura-o humildemente.
Amigo- Mas como é o saber procurado?
Eu- O saber é procurado através do método filosofico que vai desde a troca de argumentos à discussão de ideias. Esta procura chega também à fecundidade da duvida e também pelo estudo e analise de teses de outros filosofos como a "Alegoria da Caverna" de Platão.
E é isto a filosofia e a procura do seu tema mais importante o saber

ESJSC - Comemorações do Centenário da República

Resposta

Amigo: O que é a filosofia moço?

Eu: Tu queres saber o que é a filosofia? Tu devias era de te dedicar á pesca mazé! Estou a brincar,  definir o que é filosofia não é fácil, pois a própria filosofia já foi pensada e repensada desde que o termo foi inventado por Pitágoras, por volta do século VI a.C. A palavra é formada por duas palavras gregas, "philos” que quer dizer amor ou amizade e “sophia” que quer dizer sabedoria ou conhecimento. Filosofia portanto seria amor pelo conhecimento, pela sabedoria. Sendo o filósofo um “amante do conhecimento” isso significa que ele não é dono do saber, nem uma espécie de guru. O filósofo é apenas um amigo e amante da verdade que está fora de seu alcance, o seu papel é procurar a sabedoria e dividi-la com os outros. Na época de Sócrates existia uma classe de sábios chamados sofistas. Eram célebres pensadores que discursavam os seus conhecimentos para o público interessado em participar activamente na política do estado. Agiam como se fossem donos do saber e não possuíam o pensamento crítico. Platão descreve-os como aproveitadores e mestres didácticos, mais preocupados com o ganho, com a comercialização do conhecimento (isto é, dizer respostas ás pessoas em troca de dinheiro), do que com a procura pela verdade. A filosofia contrapõe-se á sofística. O filósofo, como amante do saber, não dispõe necessariamente do saber, e o que ele pode fazer de facto é levar outros a procurar com ele, o conhecimento. Sócrates compara o trabalho do filósofo ao de uma parteira que “ajuda” a mulher a dar á luz um filho ou filha, da mesma forma o filósofo “ajuda”, no parto das ideias (sim é uma comparação um bocado... coisa, mas tu percebes miúdo), para que elas brotem para fora do seu discípulo. Platão, acrescenta que filosofar é o acto de se admirar. Essa admiração é resultado da reflexão. Podemos olhar para um objecto e simplesmente aceitar que ele está ali á frente dos nossos olhos, ou, podemos perguntar, que objecto é aquele? Quem o pôs ali? Qual é o seu objectivo? Essa admiração de Platão é aquela admiração das crianças, admiração que infelizmente, o homem vai perdendo conforme cresce e adapta.
Percebeste agora miúdo?


Amigo: Mais ou menos.


Eu: Olha desisto! Dedica-te á pesca mazé então!

Resposta á actividade 1.4 da página 51 " o que diria a um amigo que lhe perguntasse o que é a filosofia?"

Eu diria :
“-É definitivamente uma pergunta difícil pois filosofia é uma palavra com inúmeros significados muito embora no dicionário sejam resumidos a meia dúzia de linhas mas mesmo assim a minha ideia é que a filosofia é sobretudo a interrogação às coisas mais básicas sobre as quais pouca gente se questiona devido a aparentarem um elevado grau de simplicidade mas que, no entanto se reflectirmos sobre elas através da filosofia vamos reparar que não são assim tão simples. Não são assim tão básicas. Penso também que a filosofia é uma actividade pensante na qual se procuram as verdades das coisas e se olha criticamente para a realidade que nos cerca questionando-nos se é realmente a realidade; que a filosofia é ser-se filósofo e ser-se filósofo é não ter medo de pensar e afirmar os seus pensamentos em voz alta, é gostar do sentido do mistério e não ser comodista procurando questionar a própria questão e o que está na sua origem, é olhar o mundo com subjectividade, é ter sentimentos e não se deixar dominar por eles, é admirar-se e espantar-se com o banal, é ter a mesma forma de reacção ao mundo que as crianças. A Filosofia é um modo de estar no mundo”.

Resposta á pergunta 4 página 51

4.Imagine que encontra um amigo que não vê há muito tempo e lhe diz que está a iniciar o estudo a filosofia.
4.1. Que lhe responderia, se ele lhe perguntasse o que é a filosofia?

Amigo: O que é a filosofia?
Eu: A palavra filosofia deriva das palavras gregas philos e Sofia, que significam respectivamente amor e sabedoria, ou seja filosofia pelo seu sentido quer dizer ”amor da sabedoria”. Filosofia é muito difícil de explicar. Filosofia é uma ciência que engloba um pouco de todas as ciências. Filosofia é uma forma de pensar acerca de certas questões. Filosofia é o uso de argumentos lógicos. Filosofia faz-se colocando questões, argumentando, ensaiando ideias e pensando em argumentos possíveis contra elas. Filosofia ao contrário da ciência e da matemática não assenta em experimentações nem na observação mas apenas no pensamento.
Amigo: Mas quem estuda a filosofia?
Eu: Quem estuda a filosofia são os filósofos. Estes têm uma actividade tipicamente, argumentativa, ou seja, ou inventam argumentos, ou criticam argumentos de outras pessoas ou fazem as duas coisas. Filósofos têm a capacidade de se espantar, de tentar descobrir sempre mais sobre a verdade das coisas, de ser humildes  e de ter uma atitude crítica, ao contrário dos sábios, que pensam que já sabem tudo, e já nem procuram saber mais, nem são humildes, nem têm a capacidade de se espantar. Todos nós temos um pouco de filosofia em nós, uns mais que outros, mas todos somos um bocadinho filósofos.
Amigo: Então para que serve a filosofia?
Eu: A filosofia procura a verdade e não se centra só numa área mas em várias. Na filosofia a resposta a uma questão não é imediata, primeiro precisa-se de desenvolver argumentos e contra-argumentos, para procurar a verdadeira e a mais correcta resposta para essa questão. A filosofia serve para desenvolver o pensamento e a capacidade de criticar negativamente, mas também positivamente. A filosofia é subjectiva, depende das opiniões de cada um, das suas vivencias e das suas experiências, e por isso muitas vezes o mais importante nem é o que se pensa, é saber justificar bem e com argumentos certos esse pensamento. Como dizia Bertrand Russel, um grande filósofo, “O homem que não tem a mais pequena capacidade filosófica vive preso aos preconceitos derivados do senso comum, das crenças habituais da sua época ou da sua nação, e das convicções que se formaram na nossa mente sem a cooperação ou o consentimento reflectido da sua razão.”, ou seja, quem não desenvolve o seu  pensamento, não diz o que pensa, e segue sempre os outros sem ter uma opinião própria, é como que se não tivesse vida própria ou vivesse uma vida que não é dele, mas sim dos outros. Temos de ter a nossa opinião e “não seguir a carneirada” , não fazer aquilo só porque o outro faz, ou porque o outro quer, mas sim porque nós queremos e porque nós achamos que o devemos fazer. Na filosofia de um problema surgem mais problemas e mais problemas. Nunca se sabe tudo. Ninguém sabe tudo. E é por isso que a filosofia é importante, para aprendermos a ter uma opinião própria, para desenvolvermos um espirito critico e também para alargarmos os nossos conhecimentos sobre a verdade das coisas. 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Resumo da aula (13.10.10)

Na passada aula de Filosofia, a turma falou  de como seria o método filosófico, passando, posteriormente um pequeno resumo sobre o mesmo em que, essencialmente, dizia que o método filosófico era a troca de argumentos e a discussão de ideias.
De seguida a professora levou-nos a perceber o que era a Alegoria (como uma fábula que tenta explicar algo) da Caverna de Platão, começando primeiro por explicar a teoria principal de Platão.
Para Platão existiam dois mundos: 
     O mundo inteligível, chamado Hades (é como o céu na religião católica) onde “moram” as almas puras. Este mundo é o mundo das ideias, do bem, da pureza, da realidade, etc… 
     E o mundo sensível (mundo onde vivemos). É o mundo dos sentidos (enganosos), das crenças/ilusão/utopias, etc…
A alma é a nossa personalidade. Na opinião de Platão, se nos deixássemos enganar e levar pelas coisas más a nossa alma acabaria por se corromper. E para que tal não acontecesse, as pessoas teriam que dedicar a sua vida ao estudo da Filosofia.
Sócrates também dizia que para mantermos a nossa alma sempre pura, para além de dedicarmos a nossa vida ao estudo da Filosofia tínhamos que mortificar o nosso corpo, por exemplo, andar descalço, não tomar banho, pois, na sua opinião, este tipo de coisas corrompia a alma.
Com a alma corrompida, quando as pessoas morriam não podiam ascender outra vez ao mundo inteligível. Tinham que ir para o Limbo (uma espécie de purgatório) onde ficavam lá até se purificarem. No entanto, quem estivesse carregado de pecados podia ficar lá para sempre.
Sócrates ainda acreditava na reminiscência, ou seja, ele dizia que se nos dedicássemos sempre ao estudo da Filosofia íamos ter recordações do mundo inteligível no mundo sensível, íamos conseguir lembrar-nos do bem!
Após esta explicação vimos dois vídeos no youtube* sobre a Alegoria da Caverna de Platão.
Para terminar a aula lemos um texto do manual sobre a acção humana, escrevendo, também, um texto de opinião sobre o que mais influencia o agir humano, se a genética ou o meio.

* http://www.youtube.com/watch?v=QNu7_JeBj08
http://www.youtube.com/watch?v=csXLZw4amUM&feature=related

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Menino Selvagem de Aveyron

Reminiscência

No sentido geral, é o retorno de uma recordação que não e percebida como tal. Por exemplo, podem-se encontrar numa obra de arte reminiscências de uma obra anterior, mesmo que o artista pense ser o inventor integral.
Em Platão, a teoria da reminiscência afirma que a alma antes da permanência na Terra, teve todo o conhecimento e, por conseguinte, o saber não e mais que uma recordação, a ignorância reside no esquecimento. Ela é introduzida no Ménon sob a invocação dos adivinhos e dos poetas: não é, pois, integralmente demonstrável e faz parte antes de um mito racional. Todavia, o interrogatório que Sócrates faz a um jovem escravo e que lhe permite “encontrar” uma lei geométrica, constitui uma espécie de prova experimental. Note-se que, no Ménon, a reminiscência implica a imortalidade da alma, enquanto que no Fédon ela é um argumento a favor dessa mesma imortalidade.

Herança genética vs Meio

Tendo em conta o meio e a herança genética, no que toca ao que irá ter mais peso ou valor na formação de um Homem, para mim o que mais influenciará será o meio. É o meio que nos rodeia fazendo assim parte de nós. Do meio vêm os sons, as visões, as pessoas com quem vivemos e temos de respeitar. As ocasiões ou acontecimentos que surgem do meio, irão nos fazer escolher as opções a tomar para confrontar esses mesmos obstáculos. E como as ocasiões se tornam diferentes de sujeito para sujeito, no fim, cada sujeito irá ter vivências diferentes, sendo assim o meio, o principal factor que caracterizará cada ser humano.

Conclusão do trabalho de grupo baseado no texto 2 da pág. 44 do manual

Filosofia não é fácil. Exige de nós, exige do nosso espírito crítico, exige do nosso pensamento, exige a fundamentação de algo com argumentos. Somos nós que fazemos a filosofia, já que cada um de nós tem a sua opinião, tem vivências diferentes, acrescenta uma pitada de subjectividade a cada pensamento, ideia, afirmação. Filosofia não é como a matemática, onde determinado problema tem de ser resolvido por determinada fórmula. Não é como a química, onde a soma da massa dos reagentes tem que ser igual à soma da massa dos produtos de reacção. Filosofia é como um sonho, onde sonhamos com a crítica, onde reflectimos, onde damos a nossa opinião, fazemo-nos ouvir, mas tudo isto com a humildade presente.

Importância da Lógica

Exercício da Página 14
(2)

Quando estamos a debater ou a conversar sobre algo complexo, será dificil comparando com um diálogo sobre a nossa tarde. Através da lógica conhecemos regras que nos conduzem a um pensamento válido e uma boa argumentação. Se tivermos a certeza do que dizemos, facilmente nos defendemos daqueles que nos tentam persuadir ou enganar, a lógica é uma boa defesa com um bom ataque, tendo sempre um avanço em relação aos outros!



André Moreira, nº4, 11ºC

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Recordar a filosofia

  A música de Boss AC ajuda-nos a recordar a matéria, que nos estudamos no ano passado nas aulas de Filosofia. 
  A canção faz apelo aos valores mais importantes do homem: igualdade, entreajuda, paz, amor..
  Na minha opinião, o tema principal é a religião. A letra da musica coloca várias perguntas a Deus, questionando a sua existência.
    Vejo tanta dor no mundo
      Pergunto-me se existes!?”
  Nós  estamos sempre a espera que alguém ( Deus) nos ajude a resolver todas as problemas do mundo, dor, fome, injustiça e sofrimento. Mas Deus parece nada ver, nada ouvir e nada fazer. Por isso sentimo-nos sozinhos e perdidos.
  Homens rezam, acreditam,
         Morrem por ti!
        Dizem que estás em todo o lado
        Mas não sei se já te vi! “

   Dizemos, que é culpa do Deus. Mas  não podemos ficar indiferentes, pois tudo depende de nos próprios; as respostas e a capacidade de agir está em cada um de nós…A nossa vida esta nas nossas mãos.
  O autor também fala de descriminação, racismo que hoje em dia podemos encontrar na nossa sociedade.
 Será que pedir a paz entre os homens
      É pedir demais!?
     Porque é que sou discriminado
     Se somos todos iguais!?”
  Na minha opinião, nós temos que acreditar em Deus e que tudo o que acontece tem algum sentido e algum dia o mundo será melhor.

Viktoria Hrynevych, 11ºB № 24

Definição de Extensão

A extensão é o número de seres a que o conceito convém.