quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A Acção Humana

O QUE NOS ACONTECE / O QUE FAZEMOS
  • O que nos acontece associa-se à voz passiva, limitando-se a suportar os efeitos de algo que é produzido sem sermos nós os autores ou causas da acção;
  • O que fazemos associa-se à voz activa,o que pressupõe que desejamos nós a tomar a iniciativa, sentindo-nos autores ou causas da acção - O SUJEITO PRATICA A ACÇÃO.


Andar de carro é uma coisa que fazemos.











Furar o pneu é uma coisa que acontece.











Assim, somos actores relativamente ao que fazemos e somos receptores relativamente ao que nos acontece.


ACTOS VOLUNTÁRIOS / ACTOS INVOLUNTÁRIOS

Nas coisas que realizamos temos que distinguir aquelas que fazemos voluntariamente e aquelas que fazemos involuntariamente.
Actos voluntários são aqueles que implicam vontade e intenção:
 










Cantar



Actos involuntários são aqueles que nos escapam à vontade:









Espirrar



Para designar os actos realizados voluntária e intencionalmente, a filosofia reserva a expressão actos humanos, distinguindo-se dos involuntários, a que chama actos do homem.

domingo, 17 de outubro de 2010

Resposta à pergunta 4 da página 51 do manual - "O que dirias a um amigo para lhe explicar o que é a filosofia?"

Amigo: O que é a filosofia?

Eu: A sua origem etimológica provem da junção de palavras “philos” + “Sophia”, o que significa amigo da sabedoria. Filosofia é uma ciência que engloba todas as outras, mas que se diferencia das demais ciências pelo facto do constante uso do pensamento e não apenas da observação e da experiência.

Amigo: Como assim?.. Engloba todas as outras? Quem estuda? Como estuda?

Eu: A Filosofia, tal como acabaste de o demonstrar é uma ciência que se baseia na crítica construtiva e que origina imensas perguntas. De facto, o conceito de Filosofia é muito difícil de explicar. Quem a estuda são os filósofos, que possuem a capacidade de se espantar com determinadas coisas que ao senso comum já não despertam tanta atenção, como por exemplo o uso dos telemóveis, sem sequer pensarmos como será ele construído. Os filósofos apoiam-se na crítica a diversas opiniões, tanto pessoais como já existentes, com o uso de argumentos, indispensáveis para defender as suas ideias e mostrar ao Mundo que este pode não ser como realmente o vemos, ou seja, nem sempre a nossa percepção de tudo o que nos rodeia é verdadeira. Assim, todos estamos ligados à Filosofia, mas é importante destacar que nem todas as críticas estão ligadas à Filosofia. As questões que os filósofos fazem a si mesmos têm que ter uma lógica e serem realmente de grande importância. Como estudam? Bem… o processo de estudo é bastante demorado, e, em grande parte das tentativas, as suas questões e argumentos deixam de fazer sentido, mas um verdadeiro filósofo, ao contrário de um sábio que se considera uma pessoa superior às outras, é humilde e admite que não sabe tudo, logo os esforços dos seus estudos nunca são em vão, pois alcançam sempre mais um pouco de sabedoria. Filosofar é ter gosto por aprender constantemente.

Amigo: Falas-me tu em criticar e ser humilde… Então mas se dizem mal de tudo como os podemos considerar humildes?

Eu: Ter espírito crítico não significa dizer mal dos outros ou das suas ideias, significa, isso sim, ouvir, reflectir e obter a sua ideia própria, seja ela oposta ao outro ou semelhante. Quando dizes que aquele aluno é inteligente estás a fazer uma crítica, mas é uma crítica positiva. Ou seja, as críticas não têm que ser negativas, mas sempre construtivas. Entendes?

Amigo: Ah! Agora já entendo… Isso da Filosofia parece-me ser bastante positivo. Como posso ser um filósofo?

Eu: Calma, a Filosofia é muito vasta, e tu ainda agora começaste. Todos nós somos ainda aprendizes, no entanto, é importante que comeces com a nossa idade a procurar perceber o porquê do mundo que nos rodeia. Na nossa idade começamos a desenvolver o nosso espírito crítico, e é por isso que dizem que nesta idade pensamos que sabemos tudo e não aceitamos a opinião dos outros, como se só nós tivéssemos a razão.

Amigo: Ah! Que bom, realmente isto da Filosofia tem muito que se lhe diga.

Eu: Tal como diria René Descartes, “ Penso, logo existo. Filosofar é mais necessário para regular os nossos costumes e nos conduzir nesta vida do que usar os nossos olhos para guiarem os nossos passos”, ou seja, a Filosofia ajuda-nos a reflectir e a perceber que devemos defender as nossas ideias, mas temos que respeitar os outros e ser humildes, percebendo que nem sempre temos razão e que as nossas próprias ideias poderão ser repensadas e melhoradas para algo melhor ao longo do tempo, pois à medida que o nosso conhecimento aumenta, nos vamos apercebendo que pouco sabemos e que temos muito que aprender. E assim não estaremos presos e deixaremos de ser tão ignorantes, expondo as nossas ideias. E não te esqueças… usando sempre argumentos lógicos que fundamentem o nosso raciocínio. 

O que é a Filosofia? - Resposta

EU-Etimologicamente Filosofia significa amigo, aquele que deseja, busca, ama a sabedoria, o saber, o conhecimento.
Como René Descartes opina: «Ora viver sem filosofia é ter os olhos fechados sem se esforçar nunca por os abrir». Ter os olhos fechados é nunca questionar aquilo que está à nossa volta, é seguir o que os outros dizem sem comentar, é pensar pela cabeça de outrem sem pôr a nossa cabeça a trabalhar, é caminhar sem parar, sem perceber a caminhada e o seu porquê. Ter os olhos fechados é ser malandro, preguiçoso por não os querer abrir e usá-los para olhar á nossa volta, preferindo utilizar os olhos dos outros. Ter os olhos fechados é ser ignorante, na minha opinião.
AMIGO-("...não ver aquilo que está à nossa volta!... René Descartes...") Continua!...
EU-Para Bertrand Russel viver sem filosofia é «viver preso aos preconceitos derivados do senso comum. (...) O mundo tende a tornar-se definido, finito,óbvio,os objectivos vulgares não levantam quaisquer questões ...». A Filosofia leva-nos a aceitar aquilo que é diferente e a fugir do senso comum, a alargar os nossos pensamentos,a criticar as teorias do nosso quotidiano, os princípios usados na ciência e a eliminar os aspectos maliciosos de um discurso.
A Filosofia duvida e questiona aquilo que parece ser óbvio no nosso dia-a-dia e que ninguém tende em ligar. A Filosofia critica aquilo que por muitos é considerado verdadeiro e que o Homem por mais que o estude e investigue não o consegue mudar.
A Filosofia ensina-nos a não seguir o rebanho, a questionar tudo aquilo que vemos, a admirar acima de tudo, pois, ao admirar queremos saber a origem das nossas questões e durante uma busca de uma resposta a uma questão outras questões surgiram (fecundidade da dúvida) e a nossa bagagem do conhecimento fica cada vez mais recheada.
A Filosofia leva-nos a pensar no abstrato e a questionar cada vez mais. Ensina-nos a aceitar críticas e opiniões desde que sejam bem fundamentadas como também nos ensina a termos humildade intelectual («Só sei que nada sei» - frase emblemática atribuída a Sócrates).
AMIGO-Bem a Filosofia é muito mais do que aquilo que eu pensava!
EU-Filosofia ainda é mais do que aquilo que eu disse meu!

sábado, 16 de outubro de 2010

O que é a filosofia?

Sempre que se pede a definição de filosofia é difícil responder. Por isso mesmo, quando me perguntaram o que era a Filosofia eu respondi com alguma dificuldade. E passou-se assim o meu diálogo:

Amigo . O que é isso da Filosofia?

Eu . Bem… a Filosofia é algo muito difícil de explicar. Ela engloba todas as áreas do saber. Quem a definiu foi Pitágoras.
Filosofia vem do grego: "philos" + "sophia". Philos é amigo e Sophia sabedoria. Filosofia é amor, amizade e esse tipo de proximidade da Filosofia e é aqui que fazemos a distinção entre o Filósofo e o sábio.
Para o Sábio a sabedoria é uma posse. O Sábio é presunçoso e pensando que sabe tudo, não sabe nada. Na ilusão do conhecimento que pensa possuir, acredita nas verdades incontestáveis e nos dogmas. Na altura da Antiga Grécia, eram os Sofistas. Os Sofistas que podemos comparar aos Sábios eram personagens que recebiam dinheiro em troca da sua tão dita Sabedoria. Andavam por Atenas e faziam aparições em público para atrair estudantes, discípulos aos quais cobravam taxas para os ensinar. A sua "arte", o que ensinavam eram maneiras de melhorar o discurso e estratégias de argumentações. Ensinavam a retórica. Falaciosos é a palavra para os descrever verdadeiramente.
O Filósofo é aquele que é verdadeiramente amigo da Filosofia. Não a pensa nem a entende possuir. Uma das suas características é a douta ignorância. É humilde. Ele sabe que o é considerado verdade hoje, agora, não será necessariamente verdade amanhã. Não acredita na verdade incontestável nem é presunçoso. Usa a crítica e a dúvida que são outras das coisas também muito importantes na Filosofia. O Filósofo espanta-se e questiona-se acerca das coisas comuns e mais básicas e não só das ideias complexas. 
Segundo Aristóteles, o que levou o Homem filosofar foi o espanto perante as coisas. Um dos melhores exemplos desse espanto no Homem são as crianças. São aqueles seres que se espantam a descobrir as coisas. E elas que nem sabem o poder que têm e que falta a muitos e é desprezado por muitos outros.
A Fecundidade da dúvida é outra das coisas muito importante na Filosofia. Ela não nos dá a resposta a todas as perguntas às quais procuramos respostas. Ela dá-nos outra coisa muito importante, que é um dos frutos da Filosofia ser subjectiva, ela dá-nos pontos de vista, panorama, perspectiva. Ela ensina-nos a ver verdadeiramente as coisas. Na Filosofia, a dúvida é fecunda porque a resposta incluirá, certamente, outra dúvida.
Como na teoria de Platão:
O mundo inteligível vs O mundo sensível. Os sentidos são enganosos e não transparecem a verdade. Através da Filosofia compreendemos isso. E segundo Platão nos diz, temos de decompôr o que vemos e sentimos e racionalizar.
Resumidamente… é isto a Filosofia.

Amigo . O que tu fizeste não foi resumo nenhum.

Resposta à pergunta 4.1 da pag. 51 do manual "o que diria a um amigoque lhe perguntasse o que é a filosofia?"

Amigo- O que é a filosofia?
Eu- A filosofia é o amor à sabedoria é a procura da razão da relva crescer e ao mesmo tempo é a procura da razão de tu pensares e um animal não. É a procura do saber mas ser humilde e saber que nunca o encontrare-mos de verdade mas continuamos a procurar por causa deste grande amor que por ela temos.
Ou seja é uma materia que engloba todas as areas do saber e quem a estuda procura-o humildemente.
Amigo- Mas como é o saber procurado?
Eu- O saber é procurado através do método filosofico que vai desde a troca de argumentos à discussão de ideias. Esta procura chega também à fecundidade da duvida e também pelo estudo e analise de teses de outros filosofos como a "Alegoria da Caverna" de Platão.
E é isto a filosofia e a procura do seu tema mais importante o saber

ESJSC - Comemorações do Centenário da República

Resposta

Amigo: O que é a filosofia moço?

Eu: Tu queres saber o que é a filosofia? Tu devias era de te dedicar á pesca mazé! Estou a brincar,  definir o que é filosofia não é fácil, pois a própria filosofia já foi pensada e repensada desde que o termo foi inventado por Pitágoras, por volta do século VI a.C. A palavra é formada por duas palavras gregas, "philos” que quer dizer amor ou amizade e “sophia” que quer dizer sabedoria ou conhecimento. Filosofia portanto seria amor pelo conhecimento, pela sabedoria. Sendo o filósofo um “amante do conhecimento” isso significa que ele não é dono do saber, nem uma espécie de guru. O filósofo é apenas um amigo e amante da verdade que está fora de seu alcance, o seu papel é procurar a sabedoria e dividi-la com os outros. Na época de Sócrates existia uma classe de sábios chamados sofistas. Eram célebres pensadores que discursavam os seus conhecimentos para o público interessado em participar activamente na política do estado. Agiam como se fossem donos do saber e não possuíam o pensamento crítico. Platão descreve-os como aproveitadores e mestres didácticos, mais preocupados com o ganho, com a comercialização do conhecimento (isto é, dizer respostas ás pessoas em troca de dinheiro), do que com a procura pela verdade. A filosofia contrapõe-se á sofística. O filósofo, como amante do saber, não dispõe necessariamente do saber, e o que ele pode fazer de facto é levar outros a procurar com ele, o conhecimento. Sócrates compara o trabalho do filósofo ao de uma parteira que “ajuda” a mulher a dar á luz um filho ou filha, da mesma forma o filósofo “ajuda”, no parto das ideias (sim é uma comparação um bocado... coisa, mas tu percebes miúdo), para que elas brotem para fora do seu discípulo. Platão, acrescenta que filosofar é o acto de se admirar. Essa admiração é resultado da reflexão. Podemos olhar para um objecto e simplesmente aceitar que ele está ali á frente dos nossos olhos, ou, podemos perguntar, que objecto é aquele? Quem o pôs ali? Qual é o seu objectivo? Essa admiração de Platão é aquela admiração das crianças, admiração que infelizmente, o homem vai perdendo conforme cresce e adapta.
Percebeste agora miúdo?


Amigo: Mais ou menos.


Eu: Olha desisto! Dedica-te á pesca mazé então!

Resposta á actividade 1.4 da página 51 " o que diria a um amigo que lhe perguntasse o que é a filosofia?"

Eu diria :
“-É definitivamente uma pergunta difícil pois filosofia é uma palavra com inúmeros significados muito embora no dicionário sejam resumidos a meia dúzia de linhas mas mesmo assim a minha ideia é que a filosofia é sobretudo a interrogação às coisas mais básicas sobre as quais pouca gente se questiona devido a aparentarem um elevado grau de simplicidade mas que, no entanto se reflectirmos sobre elas através da filosofia vamos reparar que não são assim tão simples. Não são assim tão básicas. Penso também que a filosofia é uma actividade pensante na qual se procuram as verdades das coisas e se olha criticamente para a realidade que nos cerca questionando-nos se é realmente a realidade; que a filosofia é ser-se filósofo e ser-se filósofo é não ter medo de pensar e afirmar os seus pensamentos em voz alta, é gostar do sentido do mistério e não ser comodista procurando questionar a própria questão e o que está na sua origem, é olhar o mundo com subjectividade, é ter sentimentos e não se deixar dominar por eles, é admirar-se e espantar-se com o banal, é ter a mesma forma de reacção ao mundo que as crianças. A Filosofia é um modo de estar no mundo”.

Resposta á pergunta 4 página 51

4.Imagine que encontra um amigo que não vê há muito tempo e lhe diz que está a iniciar o estudo a filosofia.
4.1. Que lhe responderia, se ele lhe perguntasse o que é a filosofia?

Amigo: O que é a filosofia?
Eu: A palavra filosofia deriva das palavras gregas philos e Sofia, que significam respectivamente amor e sabedoria, ou seja filosofia pelo seu sentido quer dizer ”amor da sabedoria”. Filosofia é muito difícil de explicar. Filosofia é uma ciência que engloba um pouco de todas as ciências. Filosofia é uma forma de pensar acerca de certas questões. Filosofia é o uso de argumentos lógicos. Filosofia faz-se colocando questões, argumentando, ensaiando ideias e pensando em argumentos possíveis contra elas. Filosofia ao contrário da ciência e da matemática não assenta em experimentações nem na observação mas apenas no pensamento.
Amigo: Mas quem estuda a filosofia?
Eu: Quem estuda a filosofia são os filósofos. Estes têm uma actividade tipicamente, argumentativa, ou seja, ou inventam argumentos, ou criticam argumentos de outras pessoas ou fazem as duas coisas. Filósofos têm a capacidade de se espantar, de tentar descobrir sempre mais sobre a verdade das coisas, de ser humildes  e de ter uma atitude crítica, ao contrário dos sábios, que pensam que já sabem tudo, e já nem procuram saber mais, nem são humildes, nem têm a capacidade de se espantar. Todos nós temos um pouco de filosofia em nós, uns mais que outros, mas todos somos um bocadinho filósofos.
Amigo: Então para que serve a filosofia?
Eu: A filosofia procura a verdade e não se centra só numa área mas em várias. Na filosofia a resposta a uma questão não é imediata, primeiro precisa-se de desenvolver argumentos e contra-argumentos, para procurar a verdadeira e a mais correcta resposta para essa questão. A filosofia serve para desenvolver o pensamento e a capacidade de criticar negativamente, mas também positivamente. A filosofia é subjectiva, depende das opiniões de cada um, das suas vivencias e das suas experiências, e por isso muitas vezes o mais importante nem é o que se pensa, é saber justificar bem e com argumentos certos esse pensamento. Como dizia Bertrand Russel, um grande filósofo, “O homem que não tem a mais pequena capacidade filosófica vive preso aos preconceitos derivados do senso comum, das crenças habituais da sua época ou da sua nação, e das convicções que se formaram na nossa mente sem a cooperação ou o consentimento reflectido da sua razão.”, ou seja, quem não desenvolve o seu  pensamento, não diz o que pensa, e segue sempre os outros sem ter uma opinião própria, é como que se não tivesse vida própria ou vivesse uma vida que não é dele, mas sim dos outros. Temos de ter a nossa opinião e “não seguir a carneirada” , não fazer aquilo só porque o outro faz, ou porque o outro quer, mas sim porque nós queremos e porque nós achamos que o devemos fazer. Na filosofia de um problema surgem mais problemas e mais problemas. Nunca se sabe tudo. Ninguém sabe tudo. E é por isso que a filosofia é importante, para aprendermos a ter uma opinião própria, para desenvolvermos um espirito critico e também para alargarmos os nossos conhecimentos sobre a verdade das coisas. 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Resumo da aula (13.10.10)

Na passada aula de Filosofia, a turma falou  de como seria o método filosófico, passando, posteriormente um pequeno resumo sobre o mesmo em que, essencialmente, dizia que o método filosófico era a troca de argumentos e a discussão de ideias.
De seguida a professora levou-nos a perceber o que era a Alegoria (como uma fábula que tenta explicar algo) da Caverna de Platão, começando primeiro por explicar a teoria principal de Platão.
Para Platão existiam dois mundos: 
     O mundo inteligível, chamado Hades (é como o céu na religião católica) onde “moram” as almas puras. Este mundo é o mundo das ideias, do bem, da pureza, da realidade, etc… 
     E o mundo sensível (mundo onde vivemos). É o mundo dos sentidos (enganosos), das crenças/ilusão/utopias, etc…
A alma é a nossa personalidade. Na opinião de Platão, se nos deixássemos enganar e levar pelas coisas más a nossa alma acabaria por se corromper. E para que tal não acontecesse, as pessoas teriam que dedicar a sua vida ao estudo da Filosofia.
Sócrates também dizia que para mantermos a nossa alma sempre pura, para além de dedicarmos a nossa vida ao estudo da Filosofia tínhamos que mortificar o nosso corpo, por exemplo, andar descalço, não tomar banho, pois, na sua opinião, este tipo de coisas corrompia a alma.
Com a alma corrompida, quando as pessoas morriam não podiam ascender outra vez ao mundo inteligível. Tinham que ir para o Limbo (uma espécie de purgatório) onde ficavam lá até se purificarem. No entanto, quem estivesse carregado de pecados podia ficar lá para sempre.
Sócrates ainda acreditava na reminiscência, ou seja, ele dizia que se nos dedicássemos sempre ao estudo da Filosofia íamos ter recordações do mundo inteligível no mundo sensível, íamos conseguir lembrar-nos do bem!
Após esta explicação vimos dois vídeos no youtube* sobre a Alegoria da Caverna de Platão.
Para terminar a aula lemos um texto do manual sobre a acção humana, escrevendo, também, um texto de opinião sobre o que mais influencia o agir humano, se a genética ou o meio.

* http://www.youtube.com/watch?v=QNu7_JeBj08
http://www.youtube.com/watch?v=csXLZw4amUM&feature=related

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Menino Selvagem de Aveyron

Reminiscência

No sentido geral, é o retorno de uma recordação que não e percebida como tal. Por exemplo, podem-se encontrar numa obra de arte reminiscências de uma obra anterior, mesmo que o artista pense ser o inventor integral.
Em Platão, a teoria da reminiscência afirma que a alma antes da permanência na Terra, teve todo o conhecimento e, por conseguinte, o saber não e mais que uma recordação, a ignorância reside no esquecimento. Ela é introduzida no Ménon sob a invocação dos adivinhos e dos poetas: não é, pois, integralmente demonstrável e faz parte antes de um mito racional. Todavia, o interrogatório que Sócrates faz a um jovem escravo e que lhe permite “encontrar” uma lei geométrica, constitui uma espécie de prova experimental. Note-se que, no Ménon, a reminiscência implica a imortalidade da alma, enquanto que no Fédon ela é um argumento a favor dessa mesma imortalidade.