terça-feira, 2 de novembro de 2010

Acrasia

Na acção crítica, isto não acontece. Vejamos  o exemplo de fumar como resultado de fraqueza irracional de vontade:
1.     O António tem o desejo de ser saudável.
2.     O António acredita que não fumar é a melhor maneira de ser saudável.
3.     No entanto o António fuma.
Demonstrará a acrasia que somos seres irracionais? Discute.
Acrasia está relacionada com o facto da falta de vontade. Dito de outro modo, quando se tem o desejo de produzir algo ou um certo efeito,  é porque se tem falta de vontade, também quando se tem uma crença de que uma acção é a melhor forma de produzir esse feito, acaba-se por não realizar essa acção.
A meu ver, a análise que fiz sobre o caso do António não demonstra que somos irracionais, pois o António tem consciência do que está a fazer é errado, neste caso que é fumar, mas no entanto, não põe em prática essa consciência. Dito por outras palavras, o António, tem a consciência de que fumar faz mal, mas no entanto, continua a fazê-lo, pois tem falta de vontade para o fazer.
Neste caso do António, a acrasia está bem presente, pois a sua falta de vontade "fala" mais alto do que a sua consciência. Este também não deixa de ser racional, pois tem a consciência de que o que está a fazer é algo que está errado.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pearl Jam Come Back legendado

Muse - Uprising (Legendado PT-PT)

Cute Owl Hunts Invisible Prey

Acrasia

Na acção crítica, isto não acontece. Vejamos  o exemplo de fumar como resultado de fraqueza irracional de vontade:
1.     O António tem o desejo de ser saudável.
2.     O António acredita que não fumar é a melhor maneira de ser saudável.
3.     No entanto o António fuma.
Demonstrará a acrasia que somos seres irracionais? Discute.
Acrasia é uma falta de força de vontade. Ter falta de força de vontade significa alguém desejar produzir um certo efeito e acreditar que uma dada acção é a melhor forma de produzir esse efeito e, no entanto, não realizar essa acção.
Na acção descrita em cima, a acrasia está bem presente. O António mostra a sua falta de força de vontade, pois sabe que não fumar é a melhor maneira de ser saudável e, no entanto, continua a fumar.
Eu acho que a acrasia não demonstra que somos seres irracionais pois, como é demonstrado no exemplo acima, o António tem consciência que fumar faz-lhe mal, e que precisa de deixar de fumar para ser saudável, apenas lhe falta a força de vontade para o conseguir. 

Acrasia - TPC

Na acção crítica, isto não acontece. Vejamos  o exemplo de fumar como resultado de fraqueza irracional de vontade:
1.     O António tem o desejo de ser saudável.
2.     O António acredita que não fumar é a melhor maneira de ser saudável.
3.     No entanto o António fuma.
Demonstrará a acrasia que somos seres irracionais? Discute.
Acrasia é a acção de uma pessoa que contraria o seu melhor juízo sobre o que fazer em determinada situação. Uma pessoa tem uma vontade muito forte de fazer algo e, mesmo sabendo que essa acção não é a mais correcta, realiza-a porque a sua vontade sobrepõe-se, na minha opinião, ao subconsciente. 
No exemplo acima descrito,o António quer ser saudável, mas fuma e, mesmo sabendo que não fumar é o melhor para a sua saúde, continua com esse vício.
Na minha opinião, a acrasia não demonstra que somos seres irracionais, pois se o fossemos não teríamos a consciência de que aquilo que estávamos a fazer fosse ou não o melhor para nós e/ou para os outros como acontece com o António. O António tem a consciência de que fumar não é o melhor para si, mesmo assim continua a fumar pondo a sua saúde em risco.
Por outro lado, acredito (apesar de não concordar), que a acrasia pode ser interpretada em como demonstra que somos seres irracionais por não termos consciência para nos levar a parar com aquelas acções que vão contra ao nosso juízo.
Em suma,a acrasia é a fraqueza da vontade.

domingo, 31 de outubro de 2010

Acrasia

Na acção crítica, isto não acontece. Vejamos  o exemplo de fumar como resultado de fraqueza irracional de vontade:
1.     O António tem o desejo de ser saudável.
2.     O António acredita que não fumar é a melhor maneira de ser saudável.
3.     No entanto o António fuma.
Demonstrará a acrasia que somos seres irracionais? Discute.
Chama-se acrasia, a uma falta de força de vontade. Um agente tem falta de força de vontade se tiver o desejo de produzir um certo efeito, tiver a crença de que uma dada acção é a melhor forma de produzir esse efeito e, no entanto, não realizar esta acção, como é o caso do António, que sabe que não fumar é a melhor maneira para ser saudável, mas no entanto fuma. Acrasia na minha opinião, é o acto voluntário de fazermos algo que nos satisfaz, mesmo quando não achamos que é o mais correcto. Muitas vezes, nestas situações, usa-se a expressão “não estava em mim”, mas na minha opinião, esta não é correctamente utilizada, pois antes de se começar a fumar, toda a gente está no seu estado mais consciente e racional, logo esta situação é completamente intencional e do querer de cada um. Nesta situação, o António, está perante uma situação de acrasia, pois apesar de querer ser saudável e de acreditar que não fumar é a melhor maneira de ser saudável, ele fuma, ou seja, ele tem a vontade de produzir um efeito, mas no entanto, não realiza esta acção, pois gosta de fumar ou é assim que se sente mais feliz.
Na minha opinião, a acrasia não demonstra que somos seres irracionais, mas sim o contrário, pois apesar de não fazermos o que achamos melhor, temos noção do que fazemos e daquilo que devíamos fazer.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Defina a noção de lógica enquanto ciência.

É a ciência que estuda as condições da coerência do pensamento e do discurso (linguagem), isto é, a lógica estuda as condições de validade de pensamento e linguagem. Por isso, a lógica é uma ciência formal que se preocupa com a estrutura, a coesão e a coerência dos raciocínios e dos argumentos.

Compare a lógica formal e lógica espontânea/informal.

A lógica natural/espontânea pode chamar-se “bom senso inato, isto é, a razão comum a todos os indivíduos. Na lógica natural, o pensamento segue normalmente uma ordem aceitada, mas sem a segurança de uma consciência que só a obediência ás regras formais pode dar.
A lógica formal ou ciêntifica ocupa-se a dar condições de validade do pensamento e do discurso. Cabe á lógica formal o papel de esclarecer os princípios e as regras que usamos quando raciocinamos com coerência. Assim, a lógica tem por objectivo o estudo dos princípios e dar leis do pensamento válido.


Distingue a validade de verdade.

A validade é o modo como as proposições são encadeadas, independentemente da matéria. Fala-se de validade/invalidade a respeito da forma do argumento, conforme a sua construção se fez, ou não, em obediência aos princípios estipulados pela lógica.
A verdade refere-se ao conteúdo, adquação ou não com plano material (verdade). Por isso, trata de confrontar o que se afirma ou nega com a realidade, ou seja, fala-se de verdade/falsidade a propósito do conteúdo material do argumento.

Relacione os instrumentos lógicos do pensamento e linguagem.

O conceito é a representação mental das características essenciais de um objecto, o termo é a expressão verbal ou escrita ou um objecto. Quando relacionamos dois conceitos formulamos um juízo. Um juízo é uma relação entre dois ou mais conceitos. A expressão verbal do juízo designa-se por proposição. Por fim, quando relacionamos o juízo formulamos o raciocínio. Assim, o raciocínio é uma operação intelectual pela qual se estabelece uma ligação entre dois juízos para gerar uma conclusão. O argumento é a expressão verbal do raciocínio.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Resposta à questão 1 do grupo II da ficha de trabalho de preparação para o teste

- Tendo em conta o texto, a interrogação filosófica nasce a partir da dúvida, que pode ser originada pela busca da verdade ou pelo espanto de algo novo. Geralmente o senso comum possui a dúvida, mas não procura respostas e soluções, com medo da decepção e da desilusão, pois por vezes a verdade é oposta aos seus ideais. Para que a dúvida surja é necessário sermos humildes e assumirmos que somos ignorantes, pois ninguém é dono do saber, ao contrário do que os sábios pensam. Para agirmos correctamente temos que nos libertar do quotidiano que nos limita o pensamento.

Resposta á pergunta 4.1

Amigo:                 o que é a filosofia?
Francisco:  essa é uma pergunta difícil de responder pois a filosofia abrange todas as áreas do saber, o que significa que ela é tudo e nada (estuda a génese de uma montanha com também estuda a génese de uma molécula). Sendo esta resposta tão difícil a única maneira de te referires á filosofia é dizendo que esta é a melhor amiga do saber e mesmo isso é uma definição precária, sendo o mais perto que se consegue chegar á sua definição.
A filosofia pode também ser escrita pela procura, analise e aprofundamento do conhecimento em geral  , quer ele seja obtido pelo senso comum( experiencia do dia-a-dia) quer pelo método cientifico e filosófico.
Duvidando a filosofia de tudo isto, ela consegue também aprofundar o modo como o homem vê o mundo, tornando uma mente humana, numa mente quase omnipotente.
Amigo: mas como é procurado esse saber?
Francisco: o saber é procurado de maneiras tão vastas como o significado de filosofia. Podes procura-lo através do estudo de rituais tradicionais ou da maneira como falam os políticos, e isto só para dizer duas das varias maneiras de o procurar.
Com tantas maneiras, os filósofos ao contrário dos cientistas, são tão diferentes que existem alguns que nem filósofos parecem devido aos seus métodos brutais ao contrario do que dita o pensamento comum.

O que fazemos vs O que nos acontece

É exactamente o que parece. O que fazemos são as acções que realizamos por vontade e iniciativa própria. O que fazemos tem que verificar as seguintes condições:
O que fazemos fazemos…
…conscientemente;
…deliberadamente;
…voluntáriamente.

cantar











Expor-mo-nos ao Sol
O que nos acontece, pelo contrário, não parte de uma acção deliberada, voluntária e consciente.
Pode ser uma consequência de outra acção mas não parte de nós.

Ficar com cabelos brancos

Ter um acidente de viação

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O que nos acontece vs o que fazemos

Estas expressões distinguem-se pelo facto de uma ser por vontade própria e outra não, ou seja, o que nos acontece (também designado por acto involuntário ou acto do Homem) é um acontecimento no qual nós não somos os autores nem fazemos parte das causas da acção, enquanto que o que fazemos (também designado por acto voluntário ou acto humano)é um acontecimento em que nós somos os autores e principais responsáveis da acção.
Exemplos de actos voluntários:
ü  Estudar
- Quando estudamos, é um acto feito por vontade própria, que tem como objectivo melhorar o nosso conhecimento.

ü  Praticar desporto


- Praticamos desporto pela necessidade de melhorar a nossa condição física e procurar alguma diversão.

Exemplos de actos involuntários:
ü  Acidente rodoviário


- Quando temos um acidente, não é um acto propositado, logo, apesar de sermos um dos autores do acidente, não foi só da nossa responsabilidade. É uma coisa que acontece.

ü  Crescer



 
- Durante grande parte da nossa vida, o nosso corpo cresce sem que sejamos nós os responsáveis por esta acção. É assim um acto que não podemos controlar, ou seja, involuntário.

O que fazemos Vs O que nos acontece


Ler


Ir ao médico

Ligar a televisão


São alguns dos exemplos de o que fazemos:
No geral, o que fazemos designa tudo aquilo que realizamos, tanto actos voluntários, ou sejs o simples facto de ligar uma televisão ou ler um livro, como actos involuntários, em que se pode dar o exemplo de fechar os olhos quando vemos muita luz.



            O que nos acontece:
            Neste caso, limitamo-nos a sofrer os efeitos de algo que é produzido sem a nossa participação ou interferência, como o facto de ter cabelos brancos, nascer ou mesmo crescer.

Ter cabelos brancos
Nascer / Crescer


A partir disto e destas observações, podemos concluir que o que fazemos é diferente do que nos acontece.

Pergunta feita por um amigo: O que é a filosofia?

Amigo: O que é a filosofia?

Eu: Se partirmos do princípio de que a palavra filosofia surge etimologicamente de “phylos” e de “sophia” temos logo muito que falar. Ambas as palavras derivam de dois termos gregos. “Phylos” significa amigo, aquele que ama, que deseja. “Sophia” significa sabedoria, conhecimento, saber. Assim sendo, o filósofo, aquele que estuda ou se dedica à filosofia, é o amigo do saber, aquele que ama a sabedoria, aquele que deseja expandir o seu conhecimento.

Amigo: Então eu sou teu “phylos”! Vá continua…

Eu: Sim, eu também sou teu “phylos”. Mas sabes, no oposto ao filósofo, temos o sábio que é arrogante e presunçoso. Para ele, basta saber o mínimo do que necessita para ganhar o que lhe convém, enquanto que o filósofo é humilde. Como disse Sócrates: “Só
sei que nada sei”. Aconselho-te a saber um pouco mais sobre ele!

Amigo: Acatarei o teu conselho. Que mais características tem um filósofo?

Eu: Ora bem, o filósofo é crítico, espanta-se com aquilo que ouve e vê, tem uma atitude interrogativa face ao que se afirma no mundo. Quanto ao espírito crítico, a crítica não tem de ser apenas e só negativa.

Amigo: Exacto. Eu faço uma crítica todos os Sábados para o jornal Expresso e claro que nem sempre falo dos aspectos negativos. Criticar é mostrar a nossa opinião.

Eu: Concordo. A crítica é a acção que os filósofos usam para se exprimirem, dizerem aquilo que pensam, mesmo que venham a ser julgados por aquilo que disseram. O espanto, é um acto espontâneo que as crianças vivem sem terem consciência da grandiosidade do mesmo. No que toca ao filósofo, ele espanta-se com os feitos grandiosos e extraordinários que ocorrem no mundo, mas não só. Espanta-se com o habitual, com algo que acontece no quotidiano e que não tinha outrora parado para pensar. E assim, do espanto surgem as interrogações, questões que formamos com o intuito de encontrarmos respostas aos factos assistidos. E de uma questão surge outra, outra e outra. A questão é fértil. E ao encontrarmos respostas para essas questões o nosso conhecimento expande-se, aumenta.

Amigo: Então eu sou filósofo? É que acabei de te fazer uma questão…

Eu: Não propriamente. Não é com qualquer dúvida ou questão que estamos a ter um pensamento filosófico. “Que horas são?” ou “Empresta-me isso?” são dois exemplos de questões não filosóficas. A dúvida presente na filosofia procura alargar horizontes, tentando apagar os aspectos falaciosos que costumam ocultar a verdade das coisas, pôr em causa os aspectos defendidos e vividos pelo senso comum. Contudo, não podemos pôr o senso comum numa jaula à parte, já que eles não têm apenas aspectos negativos. O senso comum vive, respira, defende com unhas e dentes aquilo em que acredita, aquilo que lhe foi ensinado pelos seus pais e que tinha outrora sido ensinado pelos seus avós aos seus pais. Tradições e rituais são características suas que têm de ser festejadas sempre.
Lembraste daquelas perguntas de há bocado?

Amigo: Sim, aquela das horas e a outra, sim…

Eu: Quando essas perguntas foram referidas como questões não filosóficas, as perguntas serviram como exemplos, ou noutras palavras, argumentos. Na filosofia, qualquer ideia ou ideal define-se por tese, e qualquer tese necessita de apoios ou bases que se definem por argumentos. Qualquer que seja a tese precisa de argumentos, já que a filosofia procura a verdade e a verdade tem de ser consolidada com fundamentos sólidos e convictos. A actividade argumentativa não é exclusiva aos filósofos. Qualquer pessoa que procure a verdade nos seus ramos de estudo, trabalho, lazer necessita da actividade argumentativa.

Amigo: Hum… Filosofia não é fácil!

Eu: Exacto! Como já reparaste, filosofia não é fácil de se explicar já que é uma disciplina de cariz subjectivo e que engloba um pouco de cada outra disciplina. Cada ser humano tem uma visão diferente sobre determinado assunto ou tema. Cada alma sente um gosto especial por algo que outras podem detestar. Por exemplo, a uns, andar de avião é como andar de carro. A outros, andar de avião faz palpitar o coração, em andamento de corrida. Para outros, é impossível andar de carro!
Tudo isto depende das vivências, de acontecimentos passados que marcaram a nossa vida ou de rotinas às quais já estamos habituados.
Para acabar, a filosofia é um dom que te faz tornar numa pessoa melhor, isto só se a souberes interpretar, viver, abraçar.

O que fazemos e o que nos acontece!

O que fazemos!
O que fazemos associa-se a quando pratica-mos uma acção, a quando tomamos uma iniciativa, sentindo-nos o autor ou a causa da acção.
É fácil de perceber quando é uma acção, porque esta envolve um conjunto de condições, como a intenção de realizar ou não algo, a motivação de agir, entre outros.
Podendo ser actos voluntários, ou involuntários. No qual os voluntários são aqueles que temos intenção de fazer, e os involuntários não temos intenção, ou seja realizam-se independentemente da nossa vontade.
Como exemplo um simples abraço, que é um acto voluntário.

O abraço é quando uma pessoa fica entre os braços de outra. Isto pode ser usado como um comprimento, ou mesmo para demonstrar carinho, afecto, amor, compaixão, saudade, e muito mais. Mas para além disto ainda há abraços que demonstram protecção, auxílio.
Tudo isto é algo que queremos fazer para com outra pessoa…



O que nos acontece!
O que nos acontece associa-se a quando sofremos uma acção, ou seja é quando nos acontece algo, sem a nossa participação e interferência, apenas limitando-nos a aceitar e a suportar.
Como exemplo o nascer de um bebe.


O nascer de um bebe, demonstra a felicidade, o amor, a união entre duas pessoas. É a concretização de um sonho para muitos pais.
Mas principalmente podemos dizer que o nascer é o momento em que iniciamos a nossa vida. Uma vida da qual no seu desenrolar, passamos por muitos caminhos, escolhas, desafios, entre outras coisas.
O nascer é algo que ocorre da decisão e da vontade de um casal, é algo que nós não decidimos para nós próprios …